Maze Runner: Prova de Fogo

Assim que acabamos de ler o livro Correr ou Morrer, primeiro volume dessa trilogia que resenhei a pouco tempo aqui no blog, sentimos vontade de pegar o segundo volume para começar a devorar as páginas e saber o porque de os Clareanos terem passado por todo aquele horror do labirinto.

Em pouco tempo de leitura conseguimos nos decepcionar um pouco, pois nenhuma de nossas dúvidas parecem que serão sanadas, ao contrário, mais e mais perguntas surgem a cada página. Nos sentimos angustiados, com vontade de largar todos os compromissos e ficar lendo até cansar para conseguir achar alguma pista do que é real.

James consegue ter um ritmo perfeito de narrativa em que começa os seus capítulos de um modo mais suave e termina sempre em um momento de tensão em que não tem a possibilidade de não sentirmos vontade de saber o que vem a seguir, fazendo com que as páginas virem praticamente sozinhas.

É incrível como nesse segundo volume conseguimos ficar com raiva de tanta coisa que acontece e inexplicável ao mesmo tempo, com aquele fundo de que tudo foi planejado, mas sem conseguirmos saber exatamente como, quando e porquê, já que parece que nossas lembranças foram deletadas junto com a de todos os Clareanos.

Um elemento adicional, que aumenta a aflição da cegueira que Maze Runner coloca em nós, é o fato de que além de nos sentirmos perdidos por causa das faltas de lembranças, também não conseguimos mais saber em quem confiar. Será que o CRUEL é realmente uma coisa ruim ou bom como Teresa escreveu em seu braço no primeiro livro?

Um pequeno furo em sua camisa revelava uma desagradável mancha vermelha sobre a parte carnuda acima da axila, o sangue escorrendo do ferimento. Doía. Doía para valer. Se tinha pensado que a dor de cabeça lá embaixo era forte, essa agora era como três ou quatro vezes maior, toda ela irradiando violentamente de uma espiral centrada no seu ombro. E se espalhando pelo restante do corpo. (p. 261)

As dúvidas só aumentaram com o livro Prova de Fogo e nos deixa ainda mais ansiosos para conseguir ler o terceiro e último volume, A Cura Mortal, que definitivamente deverá começar a nos dar respostas, porque senão um autor poderá ser assassinado por deixar seus leitores com os nervos a flor da pele.

Única coisa que realmente não foi muito agradável em toda a história foi a escolha da palavra Crank, que fica um pouco sem sentido, mas talvez com alguma explicação no terceiro livro essa opinião possa mudar, já que coisas pouco explicadas é muito característico de Maze Runner. Em compensação, a tradução que conseguiram inserir na trama para o CRUEL foi muito bem elaborada e quando vocês lerem, entenderão o porquê.

Apesar de Thomas, Teresa, Minho, Newt e todos os outros Clareanos continuarem adolescentes, conseguimos perceber perfeitamente o que todas as suas experiências estão fazendo com suas personalidades, deixando-os mais amadurecidos e fazendo até com que uma simples menção faça eles assumirem posições em que precisam se moldar, o que muitas vezes é feito com tanta facilidade que chega a impressionar. Acredito que isso seja graças a falta de lembranças dos personagens que ajudam a não saberem exatamente quais os seus limites.

Prova de Fogo acaba nos deixando com mais dúvidas no final, o que pode decepcionar quem espera respostas e ao mesmo tempo emociona pela criatividade do autor de terminar o livro de um modo que nos acalme e já começar o segundo volume com um tapa na cara. Espero em breve poder resenhar o terceiro volume aqui para vocês.

Recomendo para todas as pessoas que são apaixonadas por distopia e também para os que gostaram muito do Correr ou Morrer, pois o livro tem de tudo para se tornar um dos favoritos de diversas estantes.

CRUEL é bom!


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